Sintomas prolongados e/ou sequelas da COVID19 no sistema uroginecológico feminino: alterações na qualidade de vida e função corporal, força muscular e a presença da fadiga
DOI:
https://doi.org/10.62827/fb.v27i2.1144Palabras clave:
Síndrome Pós-COVID-19 Aguda; Distúrbios do Assoalho Pélvico; Sexualidade; Fadiga; Força Muscular.Resumen
Introdução: A Síndrome respiratória aguda grave causada pelo Coronavírus determinou o cenário de pandemia global, em março de 2020, pela Organização Mundial de Saúde devido às altas taxas de morbidade e mortalidade. No entanto, ainda não existem dados exatos sobre os indivíduos que desenvolveram complicações prolongadas sendo evidente que instituições de saúde estabeleçam serviços de saúde e reabilitação para minimizar os impactos socioeconômicos. Objetivo: Avaliou-se os sintomas prolongados e/ou sequelas da COVID19 relacionadas ao sistema uroginecológico feminino, alterações na qualidade de vida e função corporal, força muscular e a presença da fadiga. Métodos: estudo observacional, descritivo (CAEE: 55821422.5.0000.0084) para identificação das complicações secundárias pós-COVID-19 em mulheres infectadas comparando ao grupo controle. As participantes foram avaliadas por meio de equipe especializada utilizando testes específicos que focaram na qualidade de vida, atividades funcionais, fadiga, perda de massa muscular, satisfação sexual e presença de sintomas urinários persistentes pós-covid, sendo comparados a um grupo controle. Resultados: O grupo COVID apresentou peso corporal médio superior (compatível com sobrepeso) e uma alteração significativa na massa muscular (p≤0,05) em comparação ao grupo controle. Embora a qualidade de vida geral não tenha diferido entre os grupos, os domínios de atividades laborais e locomoção foram significativamente mais impactados no grupo COVID (p≤0,05). Adicionalmente, fadiga e piora na satisfação sexual foram desfechos significativamente associados ao grupo COVID (p≤0,05). Não houve diferença estatística na prevalência de sintomas urinários. Conclusão: As sequelas prolongadas da COVID-19 impactaram negativamente a massa muscular, satisfação sexual e capacidade funcional (incluindo atividades de trabalho e locomoção) das mulheres.
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