Perfil bioquímico e hematológico de pacientes em hemodiálise em dois centros do Nordeste Brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.62827/eb.v24i6.4200Palavras-chave:
Doença Renal Crônica; Hemodiálise; Processos Bioquímicos; Testes Hematológicos; Anemia.Resumo
Introdução: A Doença Renal Crônica constitui uma condição progressiva e irreversível, caracterizada pela redução gradual da função renal, podendo evoluir para estágios avançados que demandam terapia renal substitutiva. Objetivo: Caracterizou-se o perfil bioquímico e hematológico de pacientes com doença renal crônica submetidos à hemodiálise em dois centros especializados do Nordeste brasileiro. Métodos: Estudo observacional, retrospectivo, de abordagem quantitativa, realizado a partir da análise de prontuários eletrônicos de pacientes em hemodiálise acompanhados entre 2019 e 2023. Foram incluídos indivíduos com idade ≥18 anos, de ambos os sexos. As variáveis analisadas compreenderam dados sociodemográficos, etiologia da doença renal crônica e parâmetros bioquímicos e hematológicos, incluindo ureia pré e pós-hemodiálise, creatinina, fósforo, potássio, cálcio, albumina, ferro, ferritina, hemoglobina e hematócrito. A análise estatística foi realizada por meio de estatística descritiva e testes não paramétricos, considerando nível de significância de 5%. Resultados: A amostra foi composta majoritariamente por indivíduos do sexo masculino, com idade superior a 60 anos. Observou-se elevada frequência de alterações nos parâmetros bioquímicos e hematológicos, especialmente nos níveis de ureia, potássio, fósforo, ferro, hemoglobina e hematócrito. A comparação entre os valores laboratoriais pré e pós-hemodiálise evidenciou reduções significativas em ureia e potássio, bem como persistência de alterações relacionadas à anemia e ao metabolismo mineral, indicando a complexidade do manejo clínico desses pacientes. Conclusão: Os pacientes com doença renal crônica em hemodiálise apresentam importante instabilidade bioquímica e hematológica, reforçando a necessidade de monitoramento sistemático desses parâmetros. A caracterização do perfil laboratorial contribui para o planejamento de intervenções individualizadas e para o aprimoramento do cuidado multiprofissional, especialmente no contexto da enfermagem nefrológica.
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